Tetraktys

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τετρακτύς

Em algum momento entre 2512 e 2587 anos atrás, o famoso Pitágoras de Samos (o cara do teorema c²= a²+b² que todo mundo adora aprender no colégio) criou um triangulo com 10 pontos e chamou de Tetraktys. O que isso tem a ver com marketing? Olha, nada. Aparentemente muito pouco com matemática também. A questão era mais mística mesmo, envolvendo referências para os 4 elementos básicos (fogo, água, terra, ar), isso levando em conta que o 10 é a soma de 1+2+3+4. Ou seja, algo totalmente Capitão Planeta. capitao planeta pitagorasPelo jeito é de se comemorar mesmo a décima postagem do blog. Faremos isso relembrando os 10 primeiros posts. Aliás a ideia é fazer isso a cada 10 postagens, já que, segundo os pitagóricos, estamos lidando com o alicerce do mundo, o conjunto dos 4 elementos, o número perfeito.

  1. O fikotler perucam do marketing aristocrático– 13/03/17: O blog começou implicando com o pai do marketing, Philip Kotler, quase hereticamente. O interessante é que no fundo, boa parte do marketing chamado digital é apenas a aplicação dos conceitos do marketing tradicional ao ambiente online. Ainda teremos postagens sobre isso no futuro, porque polemizar é preciso.
  2. Mememarketing– 16/03/17: Uma das ferramentas mais interessantes e dijohnny_walker_and skywalkervertidas do marketing na internet é a utilização dos memes para viralizar uma mensagem nas redes sociais. A segunda postagem tratou disso e contou a historinha do Johnnie Skywalker. Viva a internet.
  3. Antimarketing, uma técnica em harmonia com a atualidade– 20/03/17: Um acontecimento público qualquer hoje em dia pode estar associado a uma campanha de marketing de maneira sútil, ou escancarada. Este foi o tema para esta postagem sobre como uma boa polêmica pode ser a melhor campanha de venda atualmente.
  4. E-mail: 47 anos de amor e ódio online– 22/03/17: E pensar que a internet já é uma cinquentona. O e-mail é uma ferramenta muito importante tanto para o marketing quanto para a comunicação, pode não ter o charme das novas mídias, mas ainda é uma das melhores maneiras de promover engajamento e de atrair clientes para uma oferta.
  5. Curtir é uma curtição– 27/03/17: Confesso que é bem divertido criar títulos para as postagens, tem toda a questão de que é importante que o título remeta ao conteúdo e, seguindo as técnicas de SEO, as palavras devem remeter ao que o destinatário da postagem provavelmente busque nos sites de pesquisa. Enfim, eu realmente curto fazer isso. like
  6. Por trás do botão CURTIR do Facebook– 28/03/17: Esta foi uma postagem complementar a anterior sobre a importância do “like” para o marketing digital. É mais bacana ler as duas. #ficaadica.
  7. -E o Pareto, vai bem? -80:20– 29/03/17: Este título não ficou muito bom, mas era o que tínhamos disponível. Porém, o conteúdo relativo ao Digrama3%.jpeg de Pareto é bastante interessante e útil. Ainda saiu um meme delicinha com os personagens da série 3%. A gente se diverte mesmo fazendo essas postagens.
  8. O brinde do Tio Zucka– 31/03/17: Mark Zuckerberg é daqueles caras afortunados, do tipo que não só a sorte sorri para ele, mas ele sorri de volta e ambos ficam LoveEmoji. A rede social criada por ele conecta quase 1 bilhão de pessoas e ainda se tornou referência para o marketing digital estabelecendo uma nova maneira de atuar na internet profissionalmente. Por isso ganhar um brinde deles tem aquele gostinho de “me viram.” É quase uma piscadinha de olho da sorte, não é não?
  9. fluxograma estratégicoPlanejando em marketing, ou pelo menos tentando– 06/04/17: Planejar em marketing é bastante complexo e este foi um post igualmente difícil de escrever. Mas valeu, surgiu a ideia do fluxograma de planejamento que pode ser um bom guia para entender de forma mais visual o processo de execução do marketing. Colocar em prática, já é tema para outra postagem.
  10. Curtir é uma curtição também no IG– 19/04/17: A Epidemia já chegou ao Instagram e tem se espalhado de forma bastante surpreendente, para um blog em uma rede de imagens. Foi nessa rede que encontramos o GrowSoci.al um sistema de obtenção de curtidas que se mostrou muito efetivo e virou tema desta postagem.

that's all folks

Obviamente este blog busca uma abordagem mais descontraída para o marketing, além de propor um sistema de trabalho para os infectados pela Epidemia ;¬). A próxima postagem é resultado de uma proposta feita no Instagram, que busca trazer as pessoas para o ambiente de marketing, convidando a sugerirem temas para serem abordados por aqui. Surgiram muitas respostas para o apelo e agora é hora de cumprir o que foi proposto. Então até o próximo Tetraktys de marketing daqui a 10 postagens.

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Curtir é uma curtição também no IG

Testeeeiii. Um bot de curtição no Instagram. \o/ bob esponja ninguém se importaMentira Bob, meus milhões de seguidores tão superinteressados, tá?!! :/

O Growsoci.al oferece 3 dias de teste do seu serviço de obtenção de seguidores no Instagram. Eu já havia comentado algo sobre esse tipo de serviço nesta postagem. Daí, o Facebook me ofereceu um cupom para anunciar ( a história está aqui ) e a campanha bombou mesmo no Instagram, para minha surpresa. Curte daqui, curte dali, segue um, outro e paah Pah_imgrecebe uma resposta automática por mensagem com a palavra mágica testegrátis. LoveEmoji Amamos e queremos mais. Mandem seus bots, apps, programas, gifs, textos, imagens, vídeos, links, sites, softwares, hardwares, e tudo o mais que for para ser testado por nós. Como este blog está sendo publicado a cerca de um mês, temos uma ótima possibilidade de verificar o retorno que esse tipo de serviço podepinky e cérebro.jpeg oferecer, já que ainda é discreta a penetração da Epidemia nas mídias sociais. Porém, assim como nosso amigos Pinky e Cérebro, esta noite (ou dia, depende)….

Primeiro vamos explicar sobre o que estamos falando. É sabido que um dos índices de sucesso numa rede social é a quantidade de seguidores. Também é sabido que um código informal da comunidade internética faz com que a melhor maneira de obter seguidores seja seguindo perfis (quem disse foi a superultra Sandi Krakouski). Desta forma diversas empresas ao redor do mundo se especializaram na automação da busca por “followers,” uma maneira de promover e melhorar o posicionamento do perfil neste importante índice do marketing digital. A lógica serve para todas as redes sociais; o teste que realizamos refere-se exclusivamente ao Instagram, daqui por diante referido como IG por questões de whatever.

Começamos a testar o “bot” da Growsoci.al no último dia 3, o período de teste se estendeu até o dia 6 (estamos em abril de 2017, caso você seja um viajante do futuro). de volta para o futuroQuando você olha para o “dashboard” (pronuncia-se déxiborrd, com erre de caipira), tudo parece muito fácil e divertido. Configura quem vai curtir, quem vai seguir, quem vai deixar de seguir e ai começam a aparecer as armadilhas desse tipo de automação. A parametrização da busca que será realizada inclui quais os perfis que são considerados de interesse comum, seu e dos que você pretende se aproximar. A própria operadora do serviço previne em seu vídeo explicativo que incluir perfis muito genéricos nesse parâmetro, como os perfis do próprio IG e do FB, não é recomendável. Lógico que eu coloquei todos os perfis genéricos possíveis. Neste momento, estou atrás de quantidade de seguidores, além da curiosidade a cerca do que viria. Atenção crianças: se forem brincar de maneira séria, analisem com muuuuiiito cuidado os perfis que atendem aos seus interesses. Adiante vou demonstrar porque.

Outro parâmetro que exige muito carinho e atenção são as tags. Tags são basicamente os interesses que você deseja nos seus seguidores. São sinalizadas na internet com o simbolo do sustenido #, tem uma historinha sobre isso nessa postagem. A mesma regra que vale para os perfis, valem para as tags, quanto mais genéricas e abrangentes forem, mais perfis você vai atingir. Por exemplo, digite #facebook em qualquer postagem feita do Instagram. Neste momento aparecem exatamente 10.840.394 publicações públicas com essa #. Teoricamente, o sistema irá buscar em todas estas publicações os perfis para serem seguidos, e acredite-me, você não quer isso. Repetindo: você não quer isso. Talvez o parâmetro mais óbvio para uma empresa sejam os locais marcados nas postagens. Em tese, a área geográfica de atuação da empresa dita em quais locais se quer que seus seguidores estejam. Afinal de contas, estamos falando de uma questão comercial, no fim o que se quer encontrar são clientes em meio aos seguidores.

O pensamento automático com relação aos seguidores é: quanto mais melhor. Afinal, mais seguidores ampliam a possibilidade de encontrar clientes. Esta é a grande armadilha deste tipo de abordagem em redes sociais. Adquirir milhares de seguidores, milhões de curtidas, só é um objetivo se for realmente um objetivo (de marketing). Ou no mínimo, uma tática para atingir um objetivo. Caso contrário, isto é desnecessário e como tudo na internet, pode trazer consequências não desejadas e, possivelmente, desastrosas para o que se busca.

No teste realizado, delimitei com cuidado a localização e tags, mas fui extremamente desleixado na determinação dos perfis que me interessavam. Tudo propositalmente, cabe ressaltar. O resultado me surpreendeu pela efetividade. O sistema basicamente curte postagens e segue perfis dentro dos parâmetros apresentados. O retorno em seguidores, depende da regra informal apresentada anteriormente: uma mão (me segue) lava a outra (te sigo). Claro, o seu conteúdo tem que estar adequado a quem você está buscando. Em números brutos nos 3 dias de teste, obtive 212 novos seguidores. Para isso, o sistema curtiu 1518 postagens e seguiu 1151 perfis. O próprio sistema deixou de seguir 561 perfis no período; há uma opção para deixar de seguir os perfis que não seguem de volta. Dai chegamos às curiosidades que o sistema configurado por mim trouxe, ei-las:

  • O sistema seguiu aproximadamente 15 perfis de contas do Oriente Médio, ou pertencentes a pessoas que escreviam em árabe.
  • Outros 10 perfis eram de russos.
  • O sistema seguiu também dois perfis de cães.
  • Aproximadamente 5% dos perfis eram de estrangeiros.
  • Após o período de testes, restaram cerca de 580 perfis que o sistema seguiu. Destes, fiz uma revisão no último dia 10, restaram 250 perfis de interesse para o blog. São perfis de caráter profissional.
  • Os perfis de empresas seguidos eram aproximadamente 30%, proporção que se inverte quando se verifica quem começou a seguir a Epidemia desde então.

Uma das boas aplicações que o sistema possui são as DM (direct messages) que podem ser enviadas para perfis específicos e para novos seguidores. É uma maneira bastante eficiente para estabelecer um contato imediato com os novos seguidores e instigá-los a executar alguma ação de interesse. Enviei uma mensagem de agradecimento e uma solicitação de sugestões de assuntos para o blog, se você é meu seguidor no Instagram provavelmente a recebeu. Até o momento recebi 7 sugestões de assunto, um número discreto, mas significativo na medida em que são pessoas completamente fora do meu circulo social. Isto nos leva a uma das questões chave do marketing digital e aquilo que ele pode e deve buscar: engajamento. Tenha em mente esta palavra sempre que pensar em atuar profissionalmente na web. Ah, sim, pretendo escrever sobre os assuntos sugeridos, nunca, nunca, nunca estabeleça uma relação baseada em algo que não vá cumprir. NUNCA.

Um efeito posterior do uso do serviço mostra a importância que ele pode ter principalmente para quem está inciando sua presença online. Após o término do teste continuaram surgindo novos seguidores, a maioria com perfis de interesse deste blog. Uma média de um novo seguidor por dia, novamente um número discreto, mas o assunto aqui tratado é bastante específico e direcionado para um público determinado. Além disso, lembrem-se que a quantidade de novos seguidores pode ou não ser um objetivo, focar na qualidade geralmente é mais importante para os negócios.

Finalmente, chegamos a conclusão de se perguntar se vale a pena utilizar este serviço. Ele certamente cumpre com o que promete, traz novos seguidores e proporciona uma penetração maior entre os públicos de interesse. Se pegarmos o custo do plano mais barato e aplicarmos no teste que realizamos, teremos um valor final de 3 centavos de real por novo seguidor. A questão final para investimentos desse tipo é se está em acordo com os objetivos de marketing e segundo se o retorno esperado é atingido.

Uma das poucas coisas  realmente ruins deste tipo de serviço é que, depois de usa-lo, acaba a inocência. Boa parte dos novos seguidores que chegam até o meu perfil certamente estão usando também um serviço semelhante e contando com o retorno em curtidas e novos seguidores. Mas isso isso pouco importa. Esta é mais uma maneira legitima de atuar na internet e conseguir novos negócios neste ambiente exige o uso de todas as ferramentas disponíveis.

 

Planejando em marketing, ou pelo menos tentando

Por mais que se goste do assunto, por mais que haja satisfação em escrever sobre isso, mesmo sendo uma pessoa com marc no primeiro nome, tenho que admitir que escrever sobre mark_eting não é um hobby. imagesEntão se havia alguma dúvida sobre os objetivos deste blog, confirmo que é divulgar e apresentar meu trabalho nesta área. Este é meu laboratório de estudos em marketing, comunicação e tecnologia. Também é uma janela para a troca de informações, experiências e ideias, o que é a essência daquilo que se busca no marketing digital, ou seja compartilhamento e parceria para o crescimento mútuo.

marilyn lonesome
Vdd MM

A facilidade para usar boa parte das ações promocionais disponíveis através da internet, tornou a presença online uma constante para profissionais e empresas. Tanto que se tem a impressão de que este é um tipo de trabalho que pode prescindir de apoio profissional. the officeEm casos mais simples, isso é uma realidade, mas para uma abordagem real daquilo que o marketing digital oferece, a profissionalização do trabalho é essencial.

O bom marketing é único em cada situação que é aplicado. A quantidade de fatores que podem influenciar nas decisões da área são inúmeras, com a internet isso #sópiora. Os fatores atuais para definir uma estratégia de atuação e quais as táticas e ferramentas que serão utilizadas são diversos e as combinações possíveis inúmeras, de maneira que sempre há algo a aprender. O que torna a área bastante interessante, diga-se. Então, o primeiro passo para desenvolver um plano de marketing é uma análise minuciosa do cenário. Nesta análise entram clientes, concorrência, estratégias implantadas, situação geral do mercado, públicos de interesse, análise econômica financeira, recursos disponíveis, além de fatores inusitados (qualquer outra coisa que possa influenciar no resultado final do trabalho realizado). Acredite, sempre há algo e ignorar pode ser fatal.mortal kombat fatality

Para realizar esta análise são necessários captar dados atuais, inserir em sistema de tabulação, interpretar os dados para posteriormente definir a estratégia. Ferramentas para captação de dados não faltam. Na internet, os sites de pesquisa como o Google e as ferramentas de big data garantem dados para concorrência, clientes e mercado de maneira muito eficiente. Pesquisas rápidas podem ser realizadas com públicos de interesse através da web, ou mesmo via entrevista, formulário, enquete tanto online, como offline. Softwares para tabulação também estão disponíveis, sendo o mais famoso o Tableau, mas para uma situação de poucos dados o próprio MS Excel pode fornecer boas respostas. A interpretação dos dados depende de um hardware orgânico de última tecnologia desenvolvido durante alguns milhares de anos. Veja a imagem dele em funcionamento.

cerebro
Hardware orgânico para interpretação de dados

De posse das informações geradas a partir dos dados, inicia-se a fase de planejamento. Primeiro, são definidos objetivos de marketing, que irão delimitar todas as ações a serem tomadas. Os objetivos de marketing referem-se em geral à definição dos públicos que se quer atingir, lançamento ou impulso para algum produto, formação de leads, posicionamento de marca, lucratividade e vendas, entre outros. Posteriormente serão definidos os meios para atingir os objetivos. Definir detalhadamente estes meios é importante tanto para a implementação posterior, quanto para o monitoramento dos resultados. Os meios incluem as ferramentas e recursos, orçamento e disponibilidade financeira, as dimensões mercadológicas do produto (não é tamanho), tempo de cada ação, definição de promoções e publicidade, etc.

Chegamos ao momento de implementar as ações definidas no planejamento para cada objetivo de marketing. Algumas ações de marketing digital se não são obrigatórias, são essenciais para um bom trabalho: desenvolver um site com blog; criação e gerenciamento de página no Facebook e Linked in, além de conta no Twitter; estabelecimento de sistema de gerenciamento de relacionamento. Estas cinco ações são o básico para atuação em marketing digital. O site apresenta a empresa, seus produtos/serviços, formas de contato e, principalmente, leva conteúdo relevante para o público de interesse. O Facebook é a principal rede social da atualidade e dispensa comentários. O Linked in é a principal rede corporativa, onde se pode focar em negócios B2B com mais enfase. O Twitter permite agilidade na divulgação do conteúdo e na busca de insights para ações de promoção imediatas. O estabelecimento de relacionamento com o público e o gerenciamento disso é a ação mais importante que se pode implementar em termos de marketing digital. Esta ação acaba englobando todas as outras de alguma forma, sendo as redes sociais as principais ferramentas de relacionamento atual. Outras ações importantes são o email-marketing, utilização de mídias visuais (foto e vídeo), SEO, SMM, SEM, além da viralização. Outras redes sociais atendem a públicos específicos e não se pode ignorar a possibilidade de aplicativos para celular, ações coordenadas para envolvimento, como eventos, e estar sempre de olho em novidades, o que acontece frequentemente no mundo digital. Enfim, é quase nada, certamente o sobrinho do dono da empresa pode fazer isso tudo.

A última etapa é a mensuração dos resultados. Este é aquele momento em que você volta lá nos objetivos definidos e verifica cada uma das ações e sua efetividade. Delimitar os indicadores para isso faz parte da definição dos objetivos de marketing e devem ser pensados juntamente com as ações para atingi-los. Existem alguns indices que são básicos e dão conta de boa parte das análises necessárias principalmente para medir o ROI (retorno sobre o investimento). Estes índices são chamados de KPI, key performance Indicators. Os principais KPI’s são:

  • Leads
    • Quantidade e crescimento,
    • Custo por etapa e total,
    • Fontes (origem) e qualidade,
    • Conversão.
  • Assinaturas do blog e e-mail,
  • Visitantes, pageviews e engajamento,
  • Leitura e compartilhamento do conteúdo,
  • Quantidade de seguidores, curtidas, comentários,
  • Ranking nos mecanismos de busca.

Existem alguns outros indices que devem ser monitorados, sempre voltados para a avaliação das ações e sua efetividade com os objetivos de marketing. O fluxograma representativo do trabalho de planejamento em marketing, de acordo com o que foi apresentado aqui e que norteia a proposta de trabalho que eu me proponho é este:fluxograma estratégico

Esta postagem deu bastante trabalho para ser feita e não posso terminá-la sem falar da ironia que existe por trás do que foi descrito aqui. Afinal, a teoria costuma ser bem mais simples que a prática e a realidade bem mais frustrante que o imaginário. Então termino com um meme da página Marketing da Depressão que nos lembra que trabalhar com marketing, na prática, é muito mais transpiração do que inspiração. 403334_279777832058678_284030561_n

O brinde do Tio Zucka

O Facebook gentilmente me ofereceu um cupom de USD30,00 para promover minhas postagens da páginaLoveEmoji Que coisa mais amoooorr.

cachorro balançando rabo
Fiquei todo assim.

Óbvio que eu aceitei e agora quero compartilhar o resultado com vocês. O dinheiro foi consumido em 3 dias de campanha, de 28 a 30 de março, tomando a cotação do dólar hoje foram gastos R$94,31. Delimitei o público na faixa etária acima dos 18 anos e localizados no Rio Grande do Sul, além de interessados no assunto do blog (o FB oferece opções em idade, gênero, localização e interesses). Bastante abrangente, mas dentro dos meus objetivos de marketing para o momento.

anunc fb1O post escolhido pelo próprio FB para ser promovido foi este aqui. O anúncio ficou poucas horas no ar, pois as regras não permitem imagens com muito texto (por que sugeriram essa postagem então?????). Neste período, a publicação alcançou 1077 pessoas, mas apenas 9 reagiram ao anúncio, sendo que o envolvimento orgânico (não relacionado ao anúncio), foi bem mais significativo na relação envolvimento/alcance (5/84). Aparentemente o apelo do anúncio não era suficientemente atrativo, mas proporcionou 15 visualizações do texto no blog, levando em conta que iniciei as atividades a menos de um mês, foi um bom resultado.

Foi quando mudei a postagem para uma com esta imagem->historinha da vovó

Minha intenção foi ilustrar um parágrafo deste post em que eu contava a história do uso da @ nos e-mails. O resultado de promover esta postagem foi engraçado, o envolvimento em relação ao alcance foi maior, foram 15 curtidas na postagem para 283 pessoas alcançadas, porém as pessoas estavam mais interessadas na imagem e na possível história, do que propriamente em marketing digital (sim, pude deduzir isso). Ou seja, era uma imagem bonitinha, com um texto que começava com “era uma vez,” o que se esperava? O maior envolvimento (20%) foi de mulheres entre 45 e 54 anos. As curtidas mostram pessoas simples, certamente não interessadas em qualquer questão profissional (foda-se o marketing, conta mais histórias). Quase desisti de tudo, quando percebi (claro que não). No final achei interessante, divertido, me fez rir, ninguém deve ter lido minha postagem por causa desse anúncio, mas talvez alguns sorrisos tenham aparecido em frente aos computadores e celulares, o que já tem valor. E é sempre bom lembrar que é praticamente impossível saber o alcance real de algo publicado, portanto desdenhar de um público simplesmente por ele não se enquadrar no seu alvo, pode custar caro.

johnny_walker_and skywalkerDe qualquer forma, substituí o anúncio. Desta vez, quis apostar num meme que eu criei sem muita pretensão, mas rendeu uma postagem. Novamente o resultado não foi dentro dos objetivos, embora isso pudesse ser previsto. O envolvimento/alcance melhorou, o índice ficou em 6,83%. Foram 16 reações na postagem, porém, novamente, o público não era o desejado, mais da metade eram jovens entre 18 e 24 anos. Hey!! É um meme que envolve Johnnie Walker e Star Wars, hellooowww. Esta dispersão dos objetivos de um anúncio no FB não pode ser considerada uma surpresa. Na minha proposta de apresentação do marketing digital está inclusa a ideia de utilizar referências de fatos e questões cotidianas, seja online, ou não. Sendo assim, é aceitável e até um objetivo secundário que públicos não diretamente envolvidos com a questão profissional do marketing se interessem pelas minhas postagens. Adooro vocês. love

happy-women-shopping-bags-shop-window-sale-consumerism-people-concept-young-looking-city-59709548Então cheguei no anúncio definitivo, utilizando minha postagem sobre o hábito de curtir e uma imagem que realmente foi pensada apenas para ilustrar uma ideia, nem me preocupei muito com uma edição mais profissionalizada, as marcas do banco de imagens são totalmente visíveis. Complementa a imagem a seguinte frase retirada da postagem:

Numa comparação livre que me ocorreu, a curtida seria correspondente ao momento em que a pessoa decide entrar na loja depois de ver a fachada e a vitrine.

O alcance desta publicação foi bastante significativo, foram 7558 pessoas. imagesÉ claro que o alcance é uma medida que demonstra mais a força do próprio Facebook do que a do anunciante. No FB, o envolvimento estava decepcionante, mas então ocorreu algo surpreendente, visto que eu considero o meu tipo de postagem mais adequado a uma mídia menos visual. Porém, foi no Instagram, que a repercussão do anuncio foi satisfatória, foram 1167 curtidas na imagem, um desempenho inesperado que demonstrou finalmente a força que existe nos anúncios no FB (o Instagram pertence ao Facebook desde 2012). Repito, a imagem não tinha nenhum papel central na minha concepção inicial da postagem e o Instagram é uma mídia de compartilhamento de imagens. Além da grata surpresa, ficou o entendimento do quanto se deve apostar na divulgação em diversas plataformas online. Não adianta focar no FB, mesmo que você considere seu conteúdo direcionado para esta mídia. Um ação integrada em diversos sites pode garantir resultados mais significativos do que o foco em uma única rede social.

O resultado final de toda a campanha foi muito interessante, foram 9940 pessoas alcançadas para 1293 envolvimentos. O valor aproximado por cada envolvimento foi de 3 centavos de dólar, R$0,09 na cotação atual. Estamos falando de investimento, obviamente, o Facebook me cedeu este cupom por imaginar que eu possa seguir com os anúncios após ver a eficiência que de alguma forma, eles garantem. O retorno do  investimento neste tipo de publicidade é uma questão diferente. O cuidado com essa questão seria bem maior se o custo fosse efetivamente pago. Como visto, muitas pessoas atingidas não estão inseridas num contexto profissional, embora possam replicar a mensagem até ela atingir alguém interessado no que se quer divulgar. Não identifiquei no Facebook nenhuma curtida relacionada ao anúncio de alguém que eu possa transformar em lead. Tenho mais curtidas orgânicas com essa possibilidade. No Instagram, já aparecem alguns possíveis leads, cabe depurar essa lista para iniciar um trabalho mais direcionado a estes possíveis clientes.

Após o fim da campanha, surgiram diversos seguidores no Instagram, entre consultorias, agências, cursos, pessoas da área de marketing, um movimento bastante interessante, que realmente me animou a continuar o trabalho. Posteriormente, uma mensagem na página no Face, me informava sobre uma falha na cobrança dos anúncios. WHAAT??? Aparentemente, havia um cartão de crédito antigo cadastrado e o Facebook tentou cobrar um “excedente” de quase USD5,00. Ainda bem que eu não segui com o anúncio, esperando que ele encerrasse com o fim do crédito do cupom. Como já vimos no caso da compra de curtidas, a malandragem corporativa é bastante difundida. Pois é, Mr. Zucka, de bobo tu não tem nada. Não é a toa que virou bilionário, tu segue bem aquela máxima que rege boa parte dos negócios online: There is no such a think as a free lunch.

-E o Pareto, vai bem? -80:20

Vilfredo Pareto realizou um estudo em 1897 (fazem 120 anos só) em que percebeu que a distribuição de riqueza seguia uma proporção de 80% para 20%. Exatamente o que você pensou, 80% da riqueza nas mãos de 20% da população e vice-versa. Apesar de tentador, não vamos problematizar politicamente esta constatação. Não aqui, pelo menos. Desde então, o princípio vem sendo utilizado em quase tudo com sucesso. Isto inclui o marketing e seu componente digital.

Paretos-80-20-rule-400x400Basicamente, no marketing, o principio nos diz que 20% do esforço realizado resultara em 80% dos objetivos atingidos. Da mesma forma, 80% de todo o trabalho realizado, irá retornar 20% do que se buscar. A partir daqui, pega o pareto e atira em tudo: retorno da força de vendas, lucro gerado pelos produtos, reclamações dos clientes, cliques gerados pelas palavras-chave, conversão de leads para o conteúdo postado. compartilhamento nas redes sociais sobre as atualizações disponibilizadas, et ceteras, ceteras, ceteras.

O profissional de marketing, sempre pressionado por resultados, cercado por números e estratégias, olha pra um negócio desses e enxerga a solução dos problemas: investir nos 20% que dão resultado. Gênio. minions

Não vou ser chato e dizer que o próprio diagrama destrói essa ideia. Uma ilusão de grandeza as vezes é necessária. O diagrama pode ser aplicado a tantos parâmetros, que um cliente analisado em uma dimensão, por exemplo quantidade de itens adquiridos, será classificado nos 20% que que geram maior retorno. O mesmo cliente analisado de outra forma, por exemplo, lucratividade, pode não estar entre os 20%.

minion-whatPortanto, antes de segmentar o cliente, deve-se definir com muito cuidado os objetivos de marketing da empresa, para desta forma estabelecer quais parâmetros de análise serão utilizados. Uma postagem feita no blog Tribber propõe estabelecer a aplicação da lei 80/20 no marketing de conteúdo. São 4 etapas:

  1. Coletar dados- Manter um bom sistema de análise dos visitantes do seu blog.
  2. Identificar os 20%- Ta bom, não são necessariamente 20%. Deve haver a preocupação em verificar onde e sob quais parâmetros o seu conteúdo é acessado. Por exemplo, a maior quantidade de acessos acontece via e-mail na primeira hora da manhã.
  3. Ampliar os 20%- Em termos básicos, aumente a atuação nas mídias, plataformas, horários, dias, e outras dimensões que na etapa anterior foram identificas como 20%.
  4. Avaliar, melhorar, repetir- Rotina do marketing, né.

Não consigo evitar uma sensação meio maquiavélica fazendo este tipo de análise. Uma coisa tipo segrego mesmo, ou entra nos parâmetros, ou tá fora, não te atendo, HAHAHAHA. Sim, a risada aquela. Novamente, vou controlar a problematização filosófica em cima deste tema. Me lembrei de outra série do Netflix, 3%. Tem uma frase bastante impactante, que é como um slogan. Deixo ela aqui para inspirar os profissionais da área no quase sempre frustrante desafio de divulgar conteúdo na web: “Você é o criador do seu próprio mérito.3%.jpeg

Por trás do botão CURTIR do Facebook

Eis mais algumas curiosidades sobre o botão curtir do Facebook, assunto discutido na postagem anterior. Encontrei este infográfico no portal Martech, a postagem foi feita por Jason DeMers, fundador e CEO da agência AudienceBloom de Seatle.  Entretanto, a postagem original é de uma empresa chamada Boostlikes e é assinada por James Parsonsinfográfico curtirA Boostlikes é uma empresa californiana especializada em…….??Curtidaaasss, tanto no Facebook, quanto em outras redes sociais. Interessante que esta empresa não possui uma página pública no Facebook aparentemente. Cada um com sua estratégia. A deles, inclui um serviço gratuito para conseguir 1000 curtidas no Facebook. Óbvio que eu fui testar, mas é claro que existe um condicionante relativo a blogs em plataformas gratuitas. triste Eles são até meio grosseiros na justificativa, mas é sabido que não existe almoço grátis, então se você não pode pagar o preço, você também nãchalenge acceptedo pode ganhar de graça. Então, para quem está interessado, fica a dica, e este blog aceita o desafio de conseguir as 1000 curtidas sem precisar desta malandragem.
Ler mais

Curtir é uma curtição

Black Mirror é daquelas séries que você assiste e emoji-pensativoemoji-pensativoemoji-pensativoemoji-pensativoemoji-pensativoemoji-pensativoemoji-pensativo. O primeiro episódio da 3ª temporada chama-se Nosedive e especula sobre um possível futuro para um dos hábitos mais difundidos entre os usuários de redes sociais atualmente: curtir like. Curtir é algo simples e rápido e tornou-se um padrão para quase todo tipo de rede de compartilhamento de conteúdo. E que atire a primeira pedra quem nunca se frustrou frente a falta de curtidas em uma postagem. Curtir é uma curtição. love

O episódio de Black Mirror traça uma visão assustadora deste hábito corriqueiro do nosso tempo, apresentando a ideia absurda de que em algum momento seremos medidos e discriminados prioritariamente pela quantidade de curtidas que tivermos. uau Uma ideia descabida, não é mesmo? Ou será que…. Bom, tem tanto vídeo de pais que expõe os próprios filhos em situações em que o esperado seria um suporte totalmente privado.triste E teve aquela modelo fazendo poses nos destroços da passagem do furacão Sandy nos Estados Unidos. grr

nana

Ainda vou fazer um post sobre marketing sem noção.

 

Não, mas espera aí, isto são exceções, não chegamos a tanto.  emoji-pensativo Bom, assista ao episódio para ver as consequências imaginadas pelo senhor Charlie Brooker para uma sociedade em que o like é a medida primária de estratificação social.

Um hábito tão prosaico e simples tornou-se um índice de popularidade e influência para pessoas e instituições. As implicações disso para o marketing são imensas, sendo que existem negócios focados exclusivamente na obtenção de curtidas.  Um deles, o Like4Like, automatiza as curtidas no Instagram  de maneira a implementar uma espécie de troca de likes. Sério, é o famoso uma mão lava a outra transferido para o marketing digital. E dizem que o brasileiro é malandro. Obviamente, Facebook vende a possibilidade de obtenção de curtidas, qualquer um que tenha feito uma página na plataforma já recebeu uma sugestão de anuncio com previsão de retorno em curtidas.

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O marketing desde o principio está ligado a psicologia no sentido de promover um entendimento comportamental do consumidor. Quando se aplica isso ao hábito de curtir, surgem questões interessantíssimas, tanto quanto assustadoras. Em um artigo em seu blog pessoal, a “autora e palestrante fora dos padrões, uma das principais influências em mídia social, líder intelectual e visionária cultural,” Sandi Krakowski (tirei os títulos da página sobre do blog) tece diversas teorias psicológicas e mercadológicas sobre o hábito de curtir. Curtir, segundo Sandi, está relacionado com aceitação e pertencimento, a conhecida necessidade humana de convivência social, o que nos levaria a usar os likes para demonstrar cumplicidade e com isso inserir-se no contexto da publicação curtida. Neste sentido, curtir representaria um acordo, semelhante ao que o bot Like4Like propõe automatizar, ou seja, curte o meu que eu curto o teu.

Em termos mercadológicos, Sandi coloca o like no início do processo de venda. Numa comparação livre que me ocorreu, a curtida seria correspondente ao momento em que a pessoa decide entrar na loja depois de ver a fachada e a vitrine. happy-women-shopping-bags-shop-window-sale-consumerism-people-concept-young-looking-city-59709548Desta forma, assim como a montagem da vitrine deve atrair o olhar dos clientes, o conteúdo oferecido via mídia social precisa ser curtível (likable). Em tempo, a página de Sandi no Facebook contava com 1.409.663 curtidas, entre elas a minha, no momento que escrevo este post. Podemos considerar que ela entende o assunto, não é mesmo?

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Poderosa!!!

 

E-mail: 47 anos de amor e ódio online

Uma das principais ações de marketing digital é o e-mail marketing. Em 29 de outubro de 1969 foi feita a primeira transmissão do que viria a se tornar o correio eletrônico, em inglês, e-mail (imeial). A mensagem acabou sendo apenas “LO.” A razão de algo tão sucinto não é um super código militar do pentágono, ou qualquer coisa parecida. Na verdade, o que a história conta é quase uma prévia de algo que todo usuário de computador viria a vivenciar posteriormente com seus PC’s. A mensagem foi transmitida da Universidade da Califórnia e após o “O” de login (mensagem original), o computador do Instituto de Pesquisa de Standford para onde a transmissão estava sendo realizada travou (kkkk, lol, rsrsrsrs, hahahaha). Sim. Sendo bem direto ao ponto: o primeiro e-mail da história bugou o computador destinatário.

@_symbol.svg47 anos depois, o email como mídia de comunicação foi praticamente suplantado pelas ferramentas de comunicação instantânea, como Skype, Whatsapp, entre outros, mas segue sendo uma ferramenta muito utilizada para o marketing e vendas. Para usar corretamente esta ferramenta, são necessários alguns cuidados. Um deles está relacionado a outro fato histórico com seus quase 40 anos. O primeiro spam (e-mail não solicitado) data de 3 de maio de 1978. Foi enviado por uma extinta empresa de computadores para 300 usuários da Arpanet, o embrião da internet. Nos dias de hoje, a quantidade deste tipo de mensagem é bastante singela: 100.000.000.000/ano. Só mesmo o Monty Python para nomear umas das práticas mais odiadas da internet atual, veja abaixo a cena de onde saiu o apelido.

Não admira que as ferramentas anti-spam estejam presentes em praticamente todos os provedores de email, o que significa que enviar email para endereços aleatórios não é a melhor solução de comunicação. O ideal é conseguir uma lista qualificada, através das interações que ocorrerem em todas as oportunidades disponíveis. Ter a permissão do destinatário para enviar as mensagens é essencial. Melhor do que mandar um milhão de emails é enviar para as pessoas certas o conteúdo que elas precisam. Isso cria uma relação de fidelidade baseada no interesse mútuo dos envolvidos, uma relação bem mais forte que pode gerar negócios, ao contrário de ser uma fonte de incomodação para o destinatário. Nesta mesma ideia, a periodicidade e o conteúdo devem ser bem trabalhados.

Com os devidos cuidados, o email marketing é uma ferramenta poderosa de conthistorinha da vovóato, e assim como na primeira transmissão, gerar grande expectativa no destinatário. Para encerrar um post como este, nada melhor que mais uma historinha da vovó.  Era uma vez um símbolo muito peculiar chamado arroba @. Os outros símbolos riam dela por que tinha um rabo tão grande que ficava enrolado na cabeça. A @ também não tinha uma origem e era usada de várias formas. O sustenido # dizia: eu vim da música. O cifrão $ replicava: eu participo de toda a economia. A arroba era um símbolo muito triste, até que um dia no ano de 1971 o programador Ray Tomlinson, enquanto criava o sistema de correio eletrônico da Arpanet, viu a arroba e disse: que símbolo mais bonito, você será muito útil no meu sistema. A @ não cabia em si de satisfação. Agora ela tinha uma utilidade muito definida: indicar a localização de uma caixa de correio. Mal sabia ela que viraria um dos símbolos mais conhecidos e utilizados do mundo, espalhando-se com a internet e adquirindo cada vez mais novas utilidades. Arranjou até um emprego no Twitter para o #. Mas esta crianças, é uma outra história. Fim.

 

Antimarketing, uma técnica em harmonia com a atualidade

O marketing está tão difuso nos dias de hoje, que as vezes fica difícil saber se foi uma coincidência, ou se houve um planejamento sobre ele. Um exemplo bastante recente surgiu de um episódio que seria corriqueiro não fossem os participantes. De um lado da mesa um renomado professor de história da Universidade de Campinas, SP. Do outro lado, dois juízes federais de varas de Curitiba, PR. Até aqui, nada demais. Quando chegamos no nome dos envolvidos, tudo muda. O primeiro, Leandro Karnal, conhecido por opiniões críticas aos movimentos políticos de direita e às medidas do atual governo. O segundo personagem atende pela alcunha de Sérgio Moro e sua fama atual é de estar alinhado com um plano para a criminalização total da esquerda brasileira. O terceiro personagem é o juiz Leandro Furlan, um defensor do juiz Moro e acusado de também colaborar para a desestabilização do governo petista no executivo nacional. Certamente não só os lados da mesa oporiam estas pessoas.

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Não é de admirar, portanto, que a imagem e o texto ao lado, postado no Facebook pelo próprio Leandro Karnal provocasse uma grande comoção em diversas pessoas pelo Brasil, acostumados a ver na oposição ideológica um impeditivo para o contato amistoso entre estes personagens.

Na maioria das situações é bastante difícil prever o desdobramento que qualquer postagem de uma pessoa ou instituição terá. Este não chega a ser o caso. Não se pode também chamar nenhum dos envolvidos de ingênuo, tão pouco de imbecil. Portanto é perfeitamente admissível entender que todos presentes tinham ideia de qual seria a repercussão deste acontecimento. O que nos leva a pergunta crucial: por que?

A resposta de cada um de nós depende do quanto acredita na capacidade de desenvolvimento de uma ação de marketing aparentemente desconexa do objetivo de exaltação daquilo que se busca ofertar. Recapitulando: pelo menos dois dos envolvidos são notórios por trafegarem em lados opostos da atual crise política brasileira, ao ponto de ambos serem citados dessa forma em um vídeo de denuncia cômica das mudanças no sistema previdenciário público brasileiro, um aos 33s. e outro aos 1min.26s. E agora apresentamos o fato que conecta toda a especulação das razões em torno do acontecido. Karnal e Moro fazem parte do corpo docente de um curso de pós graduação em finanças da PUCSP, o qual foi lançado, ou relançado cerca de 2 dias depois da publicação da polêmica imagem, durante o fervor maior da discussão em torno do acontecimento.

Partindo do pressuposto de que o advento deste curso explique o encontro e a divulgação do mesmo, surge um novo por quê. Este diz respeito às intenções dos responsáveis pela divulgação do curso. As criticas dirigidas ao acontecimento e seus envolvidos não seriam prejudiciais a imagem do curso em questão? A verdade é que isto pouco importa em termos de publicidade atualmente. Vivemos uma época em que agradar a todos é receita de fracasso. Igualmente, ser odiado é garantia de notoriedade, infinitamente mais do que ser amado. Para completar, o jargão “fale mal, mas fale de mim” nunca foi tão utilizado. Ou seja, faz todo o sentido colocar os dois personagens opostos em um restaurante para serem flagrados confraternizando e até ir mais longe, envolvendo um deles na divulgação direta do encontro como se fosse algo normal.

Outra coisa que pouco importa é se o encontro, a foto, a publicação e o lançamento do curso estão conectados, ou não. A questão é que todos são fatos perfeitamente conectáveis, logo tiveram consequência de alguma forma no alcance que o lançamento do curso teve. Apresentar um curso com professores renomados, em uma instituição com grande prestigio pode não ser suficiente em um tempo em que a visibilidade sofre concorrência de toda a sorte de acontecimentos ao redor do mundo. Uma boa polêmica pode ser a chave para destacar, frente aos inúmeros fatos que hoje nos bombardeiam nas mais diversas mídias, um curso que se pretende diferenciado.

Me frustraria saber que não passou de coincidência o tal jantar e sua publicidade. Prefiro acreditar que houve sim, um plano por traz de tudo, que a polêmica foi estudada e de certa forma conduzida para o objetivo de apresentar o curso de maneira destacada. Se não foi assim, tudo bem, mas ser ousado é muito mais efetivo que ser sortudo. Tenho certeza que os responsáveis pelo marketing da PUC sabem disso, logo acredito que minha teoria da conspiração mercadológica tenha fundamento neste caso.

 

Mememarketing

Aqui vai uma pequena história sobre a criação de um meme usando uma marca comercial bastante conhecida. Antes, vamos estabelecer alguns conceitos para mostrar o quanto sabemos o que está sendo falado (vulgo exibir-se). O termo meme vem do grego e significa imitação. O conceito original remete ao livro O gene egoísta de Richard Dawkins de 1976. Assim como o gene é uma molécula que reproduz a si mesma, o meme seria uma unidade de memória capaz de se reproduzir. Obviamente o meme não utiliza átomos, ele usa o seu material constituinte, ou seja, idéias, informação, referências. Existe até um campo de estudo dos memes, a memética, que deve ser uma das áreas do conhecimento mais divertidas atualmente.

images No marketing, o conceito de meme está ligado a uma das ferramentas mais interessantes da atualidade: a viralização. Assim como o virus biológico procura espalhar seus gens, o marketing viral busca que as pessoas através do seu comportamento espalhem a ideia que se quer comunicar. Obviamente, não é nada fácil criar uma campanha viral. Isso porque o conceito exige espontaneidade, ou seja, pessoas que livremente escolhem espalhar o seu conteúdo por razões privadas. Como convencer as pessoas a fazer isso de maneira espontânea, sem nenhum incentivo?

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É ai que entram os memes, razões não faltam para usá-los, embora fazer isso indiscriminadamente possa ser muito perigoso. Novamente como o vírus biológico, o meme viral vai se transmutar a medida que for sendo compartilhado. E este é o objetivo, já que nisso reside o envolvimento das pessoas com a ideia. Os tempos em que a comunicação era um vetor remetente -> destinatário acabaram ( ainda bem ). Atualmente a comunicação que funciona é algo assim: ezgif.com-gif-maker

Bem, obviamente para a estratégia de marketing mais comum, não é necessário conquistar o mundo, pode ser até indesejável, já que a mensagem será mudada, formatada, desviada, e toda a sorte de modificações aleatórias feitas por quem se interessar. Voltando a história: Estava eu navegando pelo Facebook quando me deparei com a postagem de um amigo.

post lao

Parei para ler os comentários e eis que havia este: coment

Pensei um pouco em algum outro Johnnie para comentar, mas eis que, as duas entidades do que se chama cultura pop, tanto a marca de Whisky, quanto a produção cinematográfica possuiem referências gráficas muito claras e possíveis de serem mixadas. Então rapidamente e sem muito trabalho criei a seguinte imagem:

johnny_walker_and skywalker

Eu adoraria que isto viralizasse, mas é bem pouco provável que isso aconteça. As variáveis para algo se tornar um meme viral na internet são muitas e a maioria incontrolável. Algumas porém são possíveis de utilizar, havendo o interesse, a principal delas estou usando neste momento: colocar na rede mundial de computadores. Quem sabe não acontece. Por enquanto fico satisfeito com as curtidas no post do meu amigo e com a ideia de ter proporcionado algumas risadas a diversos desconhecidos espalhados pelo mundo.